quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Elogios: «Frankenstein - O Filho Pródigo»

«Sem dúvida, um livro para todos os gostos que me deixou a desesperar para ler o próximo volume desta trilogia!!»
Vanessa Montês, O Segredo dos Livros

«Koontz consegue prender-nos à narrativa com grande sagacidade e sem nos deixar grande espaço para que possamos fugir à sua armadilha. Assim que começamos a ler o livro, não há forma de o pousar. A história reveste-se de ainda de uma enorme crítica e sátira à sociedade.»
Rui Baptista, blogue Bela Lugosi Is Dead

Crítica de Leitor: «O Diário»

«Tenho de confessar que a ideia do diário me agradou... Sempre achei que nos faz entrar na história com mais facilidade, só pelo simples facto de olharmos para ela pelo ponto de vista da personagem. Este diário traz-nos a história duma mulher, Elizabeth, que sonha sentir o amor como ele é descrito nos livros... Sentir aquela urgência pelo outro, a sensação de que não existe mais nada no mundo para além dos dois! E é isso que nunca sentiu por Bob, o seu namorado de 4 anos, mas descobre com AJ. Aqui a trama começa a complicar-se e Elizabeth revela-se como uma mulher determinada, que sabe o que quer e não tem medo de lutar por isso. Nos bastidores deste amor que se desenvolve à medida que avançamos pelo diário, estão duas irmãs perplexas com as recentes descobertas acerca da mãe.

Trata-se de um romance que nos traz à lembrança, por vezes, Nicholas Sparks, mas que peca em alguns pontos, não conseguindo deixar de parecer algo forçado, nomeadamente nos diálogos entre as irmãs. No entanto, compensa com a reviravolta final, bastante inesperada e em nada forçada!
Resumindo, trata-se de uma leitura agradável para ter na mesa de cabeceira e que, concerteza, agradará aos fãs do género. Para os leitores mais rápidos, poderão contar com uma tarde bem passada!»
Páginas Desfolhadas, Fevereiro 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Imprensa: «Frankenstein - O Filho Pródigo»

«O "Frankenstein" de Mary Shelley é um dos textos seminais dos géneros do Horror e da Ficação Científica, com os seus críticos a debater acesamente a qual dos dois pertence. Dean Koontz assinou também algumas obra de relevo em ambos os campos, com especial destaque para "Demon Seed" que, em 1973, transplantava já o tema frankensteiniano para um cenário tecnológico. É por isso o autor indicado para escrever esta espécie de sequela do texto original, na qual prefigura um Victor Frankenstein e a sua criação (aqui chamada Deucalião) que mantêm o seu feudo há mais de duzentos anos e que iniciam aquele que será o seu derradeiro confronto na Nova Orleães de 2005. Tal confronto, mediado por Carson O'Connor e Michael Maddison, dois detectives que investigam uma série de crimes macabros que deixaram a Big Easy salpicada de cadáveres mutilados, tem como objectivo não só a perpetuação pessoal de ambos os oponentes, mas o próprio futuro da humanidade. A construção narrativa trai a sua origem como guião televisivo, mas Koontz sabe servir-se do seu estilo pragmáticop, marcado por diálogos incisivos e cativantes, para suscitar questões tão actuais hoje como quando Victor se serviu pela primeira vez da electricidade para animar um cadáver: questões relativas à ciência, ao seu avanço, ao humano e aos seus limites.»
João Seixas, Os Meus Livros, Fevereiro 2011

Conspiração 365 - As primeiras críticas

Começam a surgir online as primeiras críticas (e são boas!) à série Conspiração 365. Se quiser saber porque é que deve mesmo adquirir cada volume e lê-los compulsivamente, vá aqui.

Boa sorte e prepare o fôlego, porque a corrida é de 12 meses!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Página oficial no facebook

O perfil da Contraponto vai ser apagado a qualquer momento devido a mudanças nas regras do facebook que obriga as empresas a terem Página. Para não perdermos os nossos Amigos, aqui fica o nosso Gosto para poderem continuar a receber em primeira mão todas as novidades.

Nós agradecemos!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Brevemente

Capa estrangeira (EUA)
Contos dos Subúrbios

Shaun Tan

Vencedor do Indie Award, do World Fantasy Award e do Prémio de Melhor Livro do Festival de Angoulême


«Estes Contos dos Subúrbios encantarão leitores de todas as idades com o seu retrato de uma paisagem familiar, onde o quotidiano e o íntimo se misturam com o fantástico.»
L’Express

«Cheio de grandeza e ao mesmo tempo tão subtil, este livro é uma obra única.»
Booklist

«Um livro de um encanto avassalador e intemporal.»
Publishers Weekly

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Novidades quentinhas!

Se clicar na página das Novidades poderá conhecer os lançamentos da Contraponto para este mês. Continuamos a saga Conspiração 365, com Fevereiro, e damos a conhecer um novo autor, Giorgio Faletti, cujo livro Eu Mato já vendeu mais de 4 milhões de exemplares. Também concluímos a reedição da trilogia das Chaves, de Nora Roberts, com A Chave da Coragem. Aproveite para conhecer ao pormenor os títulos que propomos para Fevereiro aqui. Boas leituras!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Crítica de Leitor: «Frankenstein - O Filho Pródigo»

«Inspirado no romance imortal de Mary Shelley, Frankenstein: or, The Modern Prometheus (1818), o que começou por ser um guião para o episódio piloto de uma série televisiva, acabou por dar lugar a uma fantástica trilogia de terror.

Parco nas descrições, Dean Koontz expõe capítulos muito curtos, alternando-os entre as várias personagens. E se por um lado, tal opção faz com que a acção decorra num ritmo bastante maior, por outro lado, deixa-nos em suspenso quanto ao destino das diversas personagens – bens construídas e caracterizadas, que carregam consigo todo o peso do destino do mundo…
Koontz consegue prender-nos à narrativa com grande sagacidade e sem nos deixar grande espaço para que possamos fugir à sua armadilha. Assim que começamos a ler o livro, não há forma de o pousar. A história reveste-se de ainda de uma enorme crítica e sátira à sociedade.
Se comparado com o romance de Mary Shelly, esta versão de Koontz poderá revelar-se bastante inferior. Não obstante, dentro do campo da literatura de horror, consegue ser uma tremenda obra.»
Rui Baptista, blogue Bela Lugosi Is Dead, 2011

1.º parte do passatempo «200/250 Seguidores» terminada!

Depois de uma disputa muito renhida, atingimos os 200 Seguidores e encontrámos o grande vencedor!
O Seguidor que conseguiu angariar mais Seguidores para o nosso blogue foi:

Tiago Esteves

Muitos parabéns, Tiago! Irá receber um pack das nossas novidades de Janeiro!
[Solicitamos que nos envie os seus dados (nome completo e morada) para o e-mail geral.contraponto@sapo.pt]

Terminada a primeira fase, começa agora a segunda parte do passatempo. Quando atingirmos os 250 Seguidores serão colocadas no blogue três perguntas que o Seguidor deverá responder. O primeiro a responder correctamente a todas as questões, ganha também um pack das novidades de Janeiro.

Por isso continuem a angariar novos Seguidores e se estiver atento quem sabe não é o próximo a ganhar!

Leia as condições do passatempo aqui.

Boa sorte a todos!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Destaque: David Sedaris

«Quando penso nos anos em que fui fumador, a única coisa de que me arrependo é da quantidade de lixo que produzi, todas aquelas centenas de milhares de beatas que esmaguei com o pé. Ficava sempre indignado quando via alguém a despejar o cinzeiro do carro para a rua. «Que porco!», pensava. Mas limitavam-se a fazer por atacado o que eu fazia peça por peça. Numa cidade, desculpamo-nos dizendo que haverá alguém que limpa, alguém que não teria emprego se não atirássemos aquela beata para o chão. Ou seja, estamos a fazer uma coisa boa, estamos a ajudar. E, além disso, não era realmente lixo, não era como deitar fora uma lâmpada fundida. Ninguém iria cortar um pé numa beata e, por causa da cor, quase que se confundia com a paisagem, como se fosse uma casca de amendoim. Era «orgânico», «biodegradável» – uma dessas palavras que significam «não faz mal».

Continuei a deitar beatas para o chão até aos quarenta e oito anos, quando fui preso por causa disso. Foi na Tailândia, o que torna a história ainda mais embaraçosa. Quando conto a alguém que fui apanhado pela polícia em Banguecoque, ficam a pensar que, depois de ter feito sexo com uma criança de oito anos, a virei do avesso e a assei nas brasas, sendo que esta última parte, cozinhar sem ter uma licença, é ilegal segundo a lei tailandesa. «Vale tudo», era a impressão que tinha, e por isso, fiquei surpreso quando, vindos do nada, dois polícias se aproximaram de mim. Um deles pegou-me pelo braço direito, o outro pelo braço esquerdo e levaram-me para uma tenda castanha. «Hugh!», chamei mas, como sempre, estava vinte passos à minha frente e só reparou que eu tinha desaparecido dez minutos depois. Os polícias mandaram-me sentar a uma mesa comprida e fizeram sinal para que ficasse quieto. Depois, foram-se embora, deixando -me a pensar no que poderia ter feito para os ofender.
Antes do meu encontro com a polícia, eu e Hugh tínhamos visitado o museu de criminologia, uma triste construção artesanal cujo expoente máximo era um homem suspenso numa caixa de vidro e a escorrer um líquido âmbar para uma panela rasa de esmalte. A tabuleta, que estava escrita em tailandês e traduzida para inglês, dizia, simplesmente: «Violador e Assassino». Parecia a tabuleta de uma serpente embalsamada num museu de história natural, uma forma de dizer: «É este o aspecto desta criatura, mantenha os olhos bem abertos.»
Tirando o líquido âmbar, o violador e assassino era bastante bem-parecido, tal como os polícias que me tinham prendido na rua, e o homem que nos tinha vendido o almoço. Estavam apenas 150 graus na rua, por isso, depois de sairmos do museu de criminologia, Hugh teve a ideia de irmos comer uma sopa a ferver cozinhada, basicamente, num caldeirão de aço. Não havia mesas, por isso sentámo-nos em baldes virados ao contrário e pusemos as tigelas a escaldar em cima dos joelhos. «Vamos sentar -nos debaixo do sol abrasador e queimar a pele da língua!»: é a ideia que um Hamrick tem de uma tarde bem passada.
Depois, tínhamos ido visitar o palácio. Não é o tipo de coisa que me interesse muito, mas não me tinha queixado, nem insultado a família real. Não tinha roubado nada nem escrito coisas com uma Caneta Mágica, por isso, qual seria o problema?
Quando os polícias voltaram, estenderam-me uma caneta e puseram uma folha de papel à minha frente. O documento estava escrito em tailandês, uma língua que me parece mais um motivo decorativo de um bolo.
– O que é que eu fiz? – perguntei.
E o homem apontou para trás de mim, onde um cartaz anunciava uma multa de mil bahts por deitar lixo para o chão.
– Deitar lixo para o chão? – disse.
E um dos polícias, o mais bonito dos dois, tirou um cigarro invisível da boca e atirou-o para o chão.
Apeteceu-me perguntar se, em vez da multa, me poderia talvez açoitar, mas acho que isso é em Singapura, não na Tailândia, e não queria parecer pouco sofisticado. Acabei por assinar o papel, pagar o equivalente a trinta dólares e sair para a rua à procura da minha beata, que acabei por encontrar numa sarjeta, a boiar junto de uma cabeça de pato e de um saco de plástico com leite de coco, coberto de moscas.
[...]»