A saga Conspiração 365, de Gabrielle Lord, vai ser adaptada a série de televisão, na Austrália, com data de estreia marcada para Janeiro de 2012. A série, que contará para já com 12 episódios de 1 hora, já está a ser filmada.
O elenco:
Imagens da série:
Comparado à série "24", mas em versão juvenil, Conspiração 365 acompanha a história de um adolescente, Callum Ormond, que na véspera de Ano Novo, é seguido por um estranho homem que lhe deixa um alerta: “Mataram o teu pai. Vão matar-te. Tens de sobreviver nos próximos 365 dias!” Forçado a uma vida em fuga e com a cabeça a prémio, o fugitivo de 15 anos vê-se sozinho, sem ter quem o ajude. Perseguido pela Lei e por criminosos impiedosos, Cal tem de descobrir a verdade sobre a misteriosa morte do seu pai e um segredo capaz de mudar o rumo da História. A quem pode ele recorrer? Em quem pode ele confiar quando parece que o mundo inteiro o quer ver morto?
Editado em 13 países, é uma das séries juvenis de maior sucesso na Austrália, nos EUA, no Reino Unido e em França.
Elogios:
«... um thriller magnificamente escrito...»
Australian Women's Weekly
«... estabelece Gabrielle Lord como uma das melhores autoras de thrillers do mundo.»
Canberra Times
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
«Conspiração 365» adaptada a TV
Contraponto edita «Dearly Departed» (Actualização)
A Contraponto adquiriu os direitos de edição em Portugal do livro Dearly Departed (título em Portugal "Eterna Saudade"), de Lia Habel, um livro que está a gerar grande buzz e ainda nem saiu nos EUA. Com lançamento previsto para Outubro, este será um lançamento mundial.
Eterna Saudade
Lia Habel
O amor faz palpitar todos os corações… mas será capaz de fazer bater até o coração dos mortos-vivos? Poderá uma jovem vitoriana encontrar o verdadeiro amor nos braços de um corajoso zombie?
No ano 2195, em Nova Vitória (uma nação altamente tecnológica baseada nas maneiras, na moral e na moda da antiga era), uma jovem da alta sociedade, Nora Dearly, está mais interessada na história militar e nos conflitos políticos do seu país do que nos chás e bailes de debutantes. Contudo, após a morte dos seus pais, Nora fica à mercê da sua autoritária tia, uma mulher interesseira e esbanjadora que desperdiçou a fortuna familiar e agora pretende casar a sobrinha por dinheiro. Para Nora, nenhum destino poderia ser pior – até que sofre uma tentativa de sequestro por parte de um grupo de mortos-vivos.
Isto é apenas o início. Arrancada do seu mundo civilizado, vê-se subitamente numa nova realidade que partilha com zombies devoradores, misteriosas tropas vestidas de preto e «O Lázaro», um vírus fatal que ressuscita os mortos tornando o mundo num inferno.
Dos escombros de uma cataclísmica Idade do Gelo, surge uma nova sociedade construída com base nos costumes e na moral vitoriana.
Nora Dearly, uma jovem da alta sociedade neovitoriana, conhece Bram Griswold, um atraente soldado, corajoso, nobre… e morto, que apesar disso conserva a sua inteligência e todas as partes do seu corpo graças à sorte e à ciência moderna. E quando vínculo de confiança entre eles se transforma em ternura, não há como voltar atrás. Eles sabem que a separação é inevitável, mas até lá, batendo ou não, os seus corações terão o que desejam.
Sobre a autora:
Lia Habel é uma jovem escritora que mora no estado de Nova Iorque. Fascinada por filmes de zombies e pela era vitoriana, e colecionadora de livros vitorianos e eduardianos, aliou os seus conhecimentos ao curso de Literatura Inglesa e criou um surpreendente romance de mortos-vivos repleto de suspense e aventuras, loucamente criativo e com bastante comédia macabra à mistura, que irá redefinir para sempre o conceito de amor eterno.
Atualmente encontra-se a trabalhar no segundo livro desta série.
http://liahabel.com/
Informação: por motivos de alteração da agenda editorial da Contraponto, Dearly, Departed está adiado para Janeiro de 2012.
| Capa estrangeira |
Eterna Saudade
Lia Habel
O amor nunca morre.
O amor faz palpitar todos os corações… mas será capaz de fazer bater até o coração dos mortos-vivos? Poderá uma jovem vitoriana encontrar o verdadeiro amor nos braços de um corajoso zombie?
No ano 2195, em Nova Vitória (uma nação altamente tecnológica baseada nas maneiras, na moral e na moda da antiga era), uma jovem da alta sociedade, Nora Dearly, está mais interessada na história militar e nos conflitos políticos do seu país do que nos chás e bailes de debutantes. Contudo, após a morte dos seus pais, Nora fica à mercê da sua autoritária tia, uma mulher interesseira e esbanjadora que desperdiçou a fortuna familiar e agora pretende casar a sobrinha por dinheiro. Para Nora, nenhum destino poderia ser pior – até que sofre uma tentativa de sequestro por parte de um grupo de mortos-vivos.
Isto é apenas o início. Arrancada do seu mundo civilizado, vê-se subitamente numa nova realidade que partilha com zombies devoradores, misteriosas tropas vestidas de preto e «O Lázaro», um vírus fatal que ressuscita os mortos tornando o mundo num inferno.
Dos escombros de uma cataclísmica Idade do Gelo, surge uma nova sociedade construída com base nos costumes e na moral vitoriana.
Nora Dearly, uma jovem da alta sociedade neovitoriana, conhece Bram Griswold, um atraente soldado, corajoso, nobre… e morto, que apesar disso conserva a sua inteligência e todas as partes do seu corpo graças à sorte e à ciência moderna. E quando vínculo de confiança entre eles se transforma em ternura, não há como voltar atrás. Eles sabem que a separação é inevitável, mas até lá, batendo ou não, os seus corações terão o que desejam.
Sobre a autora:
Lia Habel é uma jovem escritora que mora no estado de Nova Iorque. Fascinada por filmes de zombies e pela era vitoriana, e colecionadora de livros vitorianos e eduardianos, aliou os seus conhecimentos ao curso de Literatura Inglesa e criou um surpreendente romance de mortos-vivos repleto de suspense e aventuras, loucamente criativo e com bastante comédia macabra à mistura, que irá redefinir para sempre o conceito de amor eterno.
Atualmente encontra-se a trabalhar no segundo livro desta série.
http://liahabel.com/
Informação: por motivos de alteração da agenda editorial da Contraponto, Dearly, Departed está adiado para Janeiro de 2012.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Crítica de Leitor: «Desculpa, Mas Quero Casar Contigo»
«Romance leve, fresco e divertido sobre a relação passional de Alex e Niki, que decidem casar depois de um surpreendente e bem preparado pedido de casamento, digno de um conto de fadas moderno.
Os amigos de Alex e as Ondas, amigas de Niki com as suas aventuras e desventuras afectivas preenchem um variado quadro de conflitos existenciais, semelhante a muitas outros que conhecemos na vida real.
Descontraído e despretensioso, com uma linguagem corrente, fluída e muito divertida, as eloquentes personagens cativam o leitor. Potencialmente indicado para um público jovem, feminino e sonhador.
Uma perfeita leitura de Verão que, apesar do volume do livro, se lê entusiasticamente.»
Segredo dos Livros
http://federicomocciaportugal.blogspot.com
Os amigos de Alex e as Ondas, amigas de Niki com as suas aventuras e desventuras afectivas preenchem um variado quadro de conflitos existenciais, semelhante a muitas outros que conhecemos na vida real.
Descontraído e despretensioso, com uma linguagem corrente, fluída e muito divertida, as eloquentes personagens cativam o leitor. Potencialmente indicado para um público jovem, feminino e sonhador.
Uma perfeita leitura de Verão que, apesar do volume do livro, se lê entusiasticamente.»
Segredo dos Livros
http://federicomocciaportugal.blogspot.com
Novos lançamentos de setembro
Em setembro a Contraponto lança grandes títulos a pensar nos leitores ansiosos pelas continuações das suas séries favoritas, e com vontade de se distraírem do regresso à rotina, depois de umas merecidas férias. Assim, e tal como prometido, chega às livrarias o quarto volume da série Academia de Vampiros, Promessa de Sangue, em que Rose Hathaway se defronta com uma decisão importante que poderá mudar o seu destino para sempre. A Contraponto lança também neste mês de setembro o segundo volume da série Frankenstein, de Dean Koontz, intitulado A Cidade das Trevas. E, claro, continuamos a acompanhar a corrida frenética de Callum Ormond, em Conspiração 365 – Setembro, disponível a partir de dia 2. Não deixe de consultar aqui todas as nossas novidades que marcam o início da rentrée.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Rentreé 2011
Depois das férias grandes, a Contraponto regressará com títulos prometedores para a rentrée de 2011.
Em outubro chega um livro que tem recebido grandes elogios por parte da crítica: O Longo Inverno, de Ruta Sepetys, sobre uma rapariga de 15 anos, Lina, que vê o pai ser separado da família pela polícia secreta soviética e enviado para um campo de concentração. Lina decide arriscar tudo, arranjando uma forma inventiva de enviar mensagens ao pai para lhe transmitir que a sua família ainda está viva.
Sangue Ruim, de Rhiannon Lassiter, estreia-se em novembro: numa casa abandonada, por trás da porta de um armário, existe um quarto de brincar escondido. Lá, debaixo de uma espessa camada de pó, há uma coleção de livros infantis em que os nomes das personagens foram violentamente riscados. Neste misterioso quarto, três crianças brincaram um jogo do faz de conta, sacrificando os seus sonhos e desejos para tornar realidade aquilo em que acreditavam. Mas o jogo nunca foi concluído e algo vagueia na floresta, por trás da casa, à espera, ávido pelo único alimento que conhece... Agora uma nova família muda-se para a casa e em breve ver-se-á envolvida naquele jogo. Sem conhecerem as regras, eles tornam-se peões ao invés de jogadores... Uma história simplesmente aterrorizadora e ao mesmo tempo viciante.
Estes são alguns dos títulos que não quererá perder a partir de setembro.
Entre as novidades mais aguardadas destacam-se Promessa de Sangue, o quarto volume da série Academia de Vampiros, que está a conquistar os leitores portugueses; e A Cidade das Trevas, o segundo volume da série Frankenstein, de Dean Koontz.
Em outubro chega um livro que tem recebido grandes elogios por parte da crítica: O Longo Inverno, de Ruta Sepetys, sobre uma rapariga de 15 anos, Lina, que vê o pai ser separado da família pela polícia secreta soviética e enviado para um campo de concentração. Lina decide arriscar tudo, arranjando uma forma inventiva de enviar mensagens ao pai para lhe transmitir que a sua família ainda está viva. Sangue Ruim, de Rhiannon Lassiter, estreia-se em novembro: numa casa abandonada, por trás da porta de um armário, existe um quarto de brincar escondido. Lá, debaixo de uma espessa camada de pó, há uma coleção de livros infantis em que os nomes das personagens foram violentamente riscados. Neste misterioso quarto, três crianças brincaram um jogo do faz de conta, sacrificando os seus sonhos e desejos para tornar realidade aquilo em que acreditavam. Mas o jogo nunca foi concluído e algo vagueia na floresta, por trás da casa, à espera, ávido pelo único alimento que conhece... Agora uma nova família muda-se para a casa e em breve ver-se-á envolvida naquele jogo. Sem conhecerem as regras, eles tornam-se peões ao invés de jogadores... Uma história simplesmente aterrorizadora e ao mesmo tempo viciante.
Estes são alguns dos títulos que não quererá perder a partir de setembro.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Curiosidades...
«– Sabes, Calpurnia, que a classe Insecta compreende o maior número de organismos vivos conhecidos pelo homem?
– Avô, ninguém me chama Calpurnia a não ser a minha mãe, e só quando estou metida em sarilhos.
– Porque não? É um nome muito bonito. A quarta mulher de Plínio, o Jovem, aquela com quem ele casou por amor, chamava -se Calpurnia, e o facto é que ele nos deixou algumas das maiores cartas de amor de todos os tempos. Também há uma planta da família Fabaceae, género Calpurnia, uma leguminosa muito útil característica do continente africano. Depois há a mulher de Júlio César, mencionada por Shakespeare. E assim por diante.
[...]»
A Evolução de Calpurnia Tate, Capítulo 2, pág. 27
– Avô, ninguém me chama Calpurnia a não ser a minha mãe, e só quando estou metida em sarilhos.
– Porque não? É um nome muito bonito. A quarta mulher de Plínio, o Jovem, aquela com quem ele casou por amor, chamava -se Calpurnia, e o facto é que ele nos deixou algumas das maiores cartas de amor de todos os tempos. Também há uma planta da família Fabaceae, género Calpurnia, uma leguminosa muito útil característica do continente africano. Depois há a mulher de Júlio César, mencionada por Shakespeare. E assim por diante.
[...]»
A Evolução de Calpurnia Tate, Capítulo 2, pág. 27
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Jacqueline Kelly
Crítica: «A Evolução de Calpurnia Tate»
«Calpurnia Tate é uma menina de onze anos, nascida no Texas e filha de boas famílias, a quem a tradição e a moral do século XIX predestinam o recato da vida doméstica, sem outros entretenimentos que não a gestão da copa e da cozinha – e a procura de um bom partido para casar. O tédio feito existência, dito de outra maneira. Porque Calpurnia Tate é também uma menina curiosa e inteligente, fascinada pelas descobertas científicas do século de Darwin, cuja natureza instintiva quer mais do que crescer entre barrelas de roupa e tartes de nozes pecã, por muito doces que estas sejam. Um avô naturalista, homem de poucas falas e nenhuma inclinação por crianças, vai ajudá-la a entender o vasto mundo que cabe entre o céu estrelado e um olhar microscópico, o mundo a que Calpurnia Tate escolheu pertencer. Não é líquido que o consiga, mas outra coisa não podemos desejar.
A Evolução de Calpurnia Tate é um belíssimo primeiro livro de Jaqueline Kelly, autora neozelandesa que se estreou a ganhar o Prémio Newbery, em edição da Contraponto. Para todas as idades.»
Carla Maia de Almeida, O Jardim Assombrado
A Evolução de Calpurnia Tate é um belíssimo primeiro livro de Jaqueline Kelly, autora neozelandesa que se estreou a ganhar o Prémio Newbery, em edição da Contraponto. Para todas as idades.»
Carla Maia de Almeida, O Jardim Assombrado
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As aventuras de Call
Em agosto a conspiração não para. Callum Ormond continua na sua corrida frenética pela sobrevivência e na sua luta para resolver o enigma que o coloca em situações de risco a todo o instante. Não perca! É o oitavo livro da série Conspiração 365. Em setembro a corrida continua…
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Crítica de Leitor: «Mecânica do Coração»
«Comecei a ler este livro e de logo fiquei impressionado com as personagens directas e belíssimas que nos são apresentadas! Para além do rapaz com o coração-relógio, temos a sua mãe adoptiva, uma parteira bruxa e que não se pode gabar muito da vida, um bêbado sem-abrigo com uma coluna de metal, duas prostitutas humildes, uma cantora com visão fraca...
Enfim, personagens apenas existentes numa lindíssima Edimburgo de 1874 (as descrições são tão belas, tão poéticas, que o que me deu mais pena foi não ter percorrido esta cidade).
É uma história em tudo surreal, em tudo encantadora. E não é um amor normal... Acho que a relação que se desenvolve entre Jack e a pequena cantora não é um conto de fadas, mas algo bastante sólido e específico. Não pode ser um amor normal, quando o rapaz pode morrer, literalmente, por amor...
A escrita de Malzieu é encantadora. Desde o início que sabemos que este conto nos vai iluminar, nos vai fazer suspirar um bocadinho. Escreve com tanta naturalidade... E a sua imaginação é única. A premissa do livro é magnífica e o seu desenvolvimento não me desiludiu de todo. Aliás, acho que tem o tamanho certo. Mais do que um livro para dar prazer, emociona-nos pelo sonho que é. E, como não podia deixar de ser, encontrei na improbabilidade das personagens, na surrealidade do enredo, pequenas lições de vida que nos deixam abismados, a reflectir...
Para concluir... Quando acabei este livro, não consegui pegar imediatamente noutro. Precisei de suspirar um pouco mais para além da última página. Um livro belíssimo, que como Le Soir bem disse, faz-nos querer comprar dezenas de exemplares para oferecer! Para reler.»
O Cantinho do Bookaholic
Enfim, personagens apenas existentes numa lindíssima Edimburgo de 1874 (as descrições são tão belas, tão poéticas, que o que me deu mais pena foi não ter percorrido esta cidade).
É uma história em tudo surreal, em tudo encantadora. E não é um amor normal... Acho que a relação que se desenvolve entre Jack e a pequena cantora não é um conto de fadas, mas algo bastante sólido e específico. Não pode ser um amor normal, quando o rapaz pode morrer, literalmente, por amor...
A escrita de Malzieu é encantadora. Desde o início que sabemos que este conto nos vai iluminar, nos vai fazer suspirar um bocadinho. Escreve com tanta naturalidade... E a sua imaginação é única. A premissa do livro é magnífica e o seu desenvolvimento não me desiludiu de todo. Aliás, acho que tem o tamanho certo. Mais do que um livro para dar prazer, emociona-nos pelo sonho que é. E, como não podia deixar de ser, encontrei na improbabilidade das personagens, na surrealidade do enredo, pequenas lições de vida que nos deixam abismados, a reflectir...
Para concluir... Quando acabei este livro, não consegui pegar imediatamente noutro. Precisei de suspirar um pouco mais para além da última página. Um livro belíssimo, que como Le Soir bem disse, faz-nos querer comprar dezenas de exemplares para oferecer! Para reler.»
O Cantinho do Bookaholic
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A Mecânica do Coração,
Crítica de Leitor,
Mathias Malzieu
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Crítica de Leitor: «O Ladrão de Sombras»
«Há uma certa ternura que transparece em muitas das histórias de Marc Levy e este livro não é excepção. Acompanhando o crescimento do protagonista e a sua eterna inocência, mudada pelos anos e pelo quebrar das ilusões, mas ainda assim, sempre presente, o autor constrói uma história terna e emotiva, contada de uma forma muito pessoal e num tom agradavelmente descontraído. A voz narrativa é a do próprio protagonista, sendo possível vislumbrar o seu crescimento na forma como a sua visão do mundo em redor se torna progressivamente mais realista. Mas a criança que falava com a sombra está sempre presente, nas falhas e nos sucessos, e há algo nas suas emoções - na esperança, na perda, naquele amor eternamente preservado - com que é impossível não simpatizar.
Curiosamente, a questão do roubo das sombras acaba por não ser o elemento principal da narrativa. Na verdade, o contacto com as sombras dos que rodeiam o protagonista funciona mais como um meio de descoberta para a vida e para os sonhos, surgindo na medida em que é necessário ao percurso pessoal do rapaz que se torna homem. Serve também como base para uma mensagem de liberdade: a necessidade de aceitar a vontade e os sonhos dos que nos são próximos, de deixar que tomem as suas próprias decisões, é uma das lições que o "ladrão" deste livro tem de aprender ao longo do seu percurso. Fica, pois, por um lado, a curiosidade em saber mais sobre um poder que acaba por não ser muito aprofundado, mas por outro, a impressão de que esse mesmo poder não é assim tão relevante.
Simples e terna, sem grandes elaborações, esta é, na sua essência, uma história comovente, onde o humor e a emoção se misturam para criar uma mensagem de grande emotividade. De amor, de sonho e de descoberta, o percurso da personagem que dá vida a este livro não exigiria nenhum poder especial para se aproximar do de qualquer outra pessoa. E, nesta leitura, o que realmente marca é essa tal realidade entrelaçada no toque de magia inicial.»
As Leituras do Corvo
Curiosamente, a questão do roubo das sombras acaba por não ser o elemento principal da narrativa. Na verdade, o contacto com as sombras dos que rodeiam o protagonista funciona mais como um meio de descoberta para a vida e para os sonhos, surgindo na medida em que é necessário ao percurso pessoal do rapaz que se torna homem. Serve também como base para uma mensagem de liberdade: a necessidade de aceitar a vontade e os sonhos dos que nos são próximos, de deixar que tomem as suas próprias decisões, é uma das lições que o "ladrão" deste livro tem de aprender ao longo do seu percurso. Fica, pois, por um lado, a curiosidade em saber mais sobre um poder que acaba por não ser muito aprofundado, mas por outro, a impressão de que esse mesmo poder não é assim tão relevante.
Simples e terna, sem grandes elaborações, esta é, na sua essência, uma história comovente, onde o humor e a emoção se misturam para criar uma mensagem de grande emotividade. De amor, de sonho e de descoberta, o percurso da personagem que dá vida a este livro não exigiria nenhum poder especial para se aproximar do de qualquer outra pessoa. E, nesta leitura, o que realmente marca é essa tal realidade entrelaçada no toque de magia inicial.»
As Leituras do Corvo
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O Ladrão de Sombras
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