sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Já disponível...

As novidades de Janeiro estão a partir de hoje à venda numa livraria perto de si!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O site da autora de «Um Amor em Segunda Mão»


Convidamo-lo a visitar o lindo site de Isabel Wolff, autora de Um Amor em Segunda Mão (Vintage Affair no original), onde poderá saber tudo sobre a sua obra, e onde a autora deixa também algumas dicas sobre como editar um livro.

Entrar por aqui:
http://www.isabelwolff.com/

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Uma boa notícia para os fãs de ghostgirl!




Ler AQUI.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vídeo musical de «Monster High»

Simplesmente... Espectacular!



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E para quem não conhece: os desenhos animados! Divertido!



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Críticas de Leitores

A primeira crítica ao livro Conspiração 365 - Janeiro aqui.

E crítica ao Beijo das Sombras - Academia de Vampiros aqui.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Blogue de «O Beijo dos Elfos»

Estejam atentos ao novo blogue da série Wings!

E aproveitem para ver em primeira mão a capa do segundo volume, Feitiços.

http://obeijodoselfos.blogspot.com/

Crítica de Leitor: «Monster High - Uma Escola Diferente»

«Monster High – Uma Escola Diferente é, sem sombra de dúvida, um livro direccionado para um público mais juvenil. Contudo, tendo como base uma escrita divertida e até cómica, com inúmeras referências ao mundo das celebridades, música pop e cinema actual, torna-se difícil impedir um folhear compulsivo de página atrás de página.


A verdade é que parti para a leitura deste pequeno e visualmente atractivo livro quase sem expectativas, unicamente levada por um curto vídeo acerca das suas personagens, encontrado no facebook da editora e uma sinopse de chamar a atenção, e talvez tenha sido por isso que terminei a narrativa com um gigante sorriso na cara e uma vontade imensa em descobrir o que vai acontecer a seguir, uma vez que a história sofreu o corte final num momento de puro deleite e curiosidade. Com uma ideia geral engraçada, movida por uma mensagem muito forte sobre a superficialidad e da aparência exterior e a aceitação de todo e qualquer tipo de pessoa (seja aspecto ou personalidade), sem recearmos sermos quem realmente somos, Monster High acaba por ser uma via humorística e suave de introduzir, novamente, todos estes temas numa sociedade que, a cada minuto, peca mais pela ignorância e pelo egoísmo. Assim, encaro este livro não só como uma história gira e diversamente pontuada por gargalhadas, ainda que direccionada a uma camada mais jovem da sociedade, mas também como um alerta para a comunidade em geral em que vivemos. E penso que tal chamamento não podia ter sido feito de melhor maneira, usando todos os pormenores importantes e misturando-os com uma narrativa suave, energética e inteiramente esclarecedora acerca da juventude de hoje em dia, do primeiro amor e dos anos de Liceu que já lá vão...

As personagens são simplesmente fabulosas. É nas suas caracterizações e personalidades tão distintas que vemos a real mestria de Lisi Harrison. É nelas que está a sua criatividade máxima, a sua juventude e o seu carisma. Com um leque tão vasto e distinto, é com muito prazer que devoramos as páginas em busca de mais acção, mais informação, mais destreza por parte destas pessoas imaginárias. Assim, temos presente duas personagens principais que acabam por ser o antagonismo uma da outra: por um lado temos Frankie Stein, descendente da linhagem do verdadeiro Frankenstein, com os seus parafusos e costuras, tom de pele verde menta e informação adquirida artificialmente , e por outro lado conhecemos Melody Carver, uma jovem normal, com os seus problemas de adolescente, o primeiro grande amor e a primeira operação plástica que a deixa totalmente nova e vazia. Adicionando elementos figurativos como uma múmia, uma vampira, uma monstro do lado, uma descendente dos homens lobo e um filho da medusa, só pode significar risada certa e é esse o segundo aspecto importante desta obra. Por ser tão leve e de rapidíssima leitura, com personagens diferentes daquilo a que estamos acostumadas (e ainda para mais todas elas juntas num só livro), esta pequena preciosidade de Lisi Harrison acaba por ser uma lufada de ar fresco. Gostei imenso deste livro e penso que aquecerá o coração de qualquer jovem e até, vou arriscar dizer, qualquer jovem-adulto/adulto. Simples, emotivo e emocionante ... é uma história a ler.
Gostei muito.»
Patrícia Santos, Segredo dos Livros, 2010

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Passatempo «200/250 Seguidores»

Queremos chegar aos 250 Seguidores do blogue Contraponto! Para isso colocamos um passatempo online que só terminará quando tivermos ultrapassado essa meta.

O passatempo divide-se em duas partes:

A primeira termina quando atingirmos os 200 Seguidores e consiste na atribuição de um prémio ao Seguidor que tiver conseguido angariar mais Seguidores para o blogue da Contraponto. Contudo, quem nos vai dizer quem é essa fiel pessoa, não é a própria, mas sim as pessoas a quem o Seguidor tiver recomendado o blogue. É por isso importante que o Seguidor que estiver interessado em participar avise os amigos e colegas para nos indicarem o seu nome, caso contrário não poderá ser candidato ao prémio.

A segunda parte começa quando ultrapassarmos os 250 Seguidores altura em que aquele Seguidor que responder primeiro acertadamente a um conjunto de três perguntas ganha um prémio.

Leia atentamente as condições do passatempo:
1. Para a primeira fase, cada Seguidor (novo ou que já seja aderente) deverá deixar nos comentários deste post, o nome do Seguidor que lhe recomendou o blogue Contraponto;

2. Esta primeira fase termina quando forem atingidos os 200 Seguidores e o vencedor será anunciado no blogue logo que se apurem os resultados finais;

3. A segunda fase do passatempo começa quando chegarmos aos 250 Seguidores, altura em que colocaremos online as perguntas que os participantes deverão responder;

4. O primeiro Seguidor a responder correctamente às perguntas será o vencedor do passatempo;

5. Atenção! As respostas deverão ser dadas nos comentários do post onde as perguntas foram colocadas;

6. O vencedor da primeira fase fica automaticamente excluído da possibilidade de participar na segunda fase;

7. Será solicitado aos vencedores da primeira e da segunda fase do passatempo que nos enviem um e-mail com o nome completo e a morada para onde o prémio deverá ser enviado;

8. O prémio é constituído por 1 exemplar de cada título da lista abaixo apresentada:

Frankenstein – O Filho Pródigo, Dean Koontz
Conspiração 365 – Janeiro, Gabrielle Lord
A Senhora Presidente, Anne Holt
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9. Só serão aceites participações de pessoas residentes em Portugal Continental e Ilhas;

10. A Editora não se responsabiliza por extravios dos CTT, moradas incorrectas ou envios não reclamados.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Crítica: "O Acompanhante"

«Entre nós, Jonathan Ames (n. 1964) é praticamente desconhecido. Autor de Bored to Death, popular série de televisão feita a partir de um dos seus contos, publicou romances, ensaios, uma antologia de memórias transexuais — Sexual Metamorphosis, 2005 — e até uma autobiografia gráfica sobre a dependência do álcool, ilustrada por Dean Haspie. Longe de reunir consenso, Ames tem sido elogiado e execrado com igual fervor desde que publicou I Pass Like Night (1989). Mesmo em Manhattan, esta mistura de Iggy Pop com P.G. Wodehouse soa desconcertante. Decerto não por acaso, define-se a si mesmo como "probably the gayest straight writer in America".


Podemos agora ler a tradução que André Chêdas fez de O Acompanhante, romance sobre as relações de Henry Harrison, dramaturgo falhado que vive de acompanhar mulheres da alta sociedade de Nova Iorque, e Louis Ives, docente de um colégio privado de Princeton que perde o emprego no dia em que é apanhado (na sala de professores) a vestir o sutiã de uma colega. Fica por esclarecer se a punição é devida ao arremedo de travestismo ou à erecção de Louis: "A protuberância conseguiu a proeza de confirmar a culpa dos meus actos, de forma mais contundente do que o próprio olhar, já de si claramente sexual..." Por momentos, julgamos estar a ler Augusten Burroughs. Com o fluir da intriga, a ilusão desfaz-se. Burroughs é literal, lá onde Ames prolonga a respiração da narrativa clássica.

O Acompanhante são duas vidas cruzadas: a de Henry, vergado ao peso das idiossincrasias; e a de Louis, em trânsito permanente entre os dois lados de um espelho. Concluído em 1996, o livro andou em bolandas durante dois anos, de editor em editor, tendo, ao cabo de vinte rejeições, sido publicado em 1998 pela Scribner. Shari Springer Berman adaptou-o ao cinema, com Kevin Kline (Henry) e Paul Dano (Louis) nos protagonistas. Tarefa inglória, na medida em que a estrutura semântica resiste à transposição de suporte. Se, por um lado, o cortejo de reflexões auto-depreciativas do narrador potencia o overacting, a trama dos envios (de Freud a Scott Fitzgerald, sem esquecer Bertie Wooster) apenas é perceptível na escrita precisa de Ames.

A história mistura elementos autobiográficos, deixando adivinhar o futuro interesse de Ames pela problemática transexual: "Ao ver-me vestido de mulher em toda a minha fealdade, tinha aprendido a apreciar e valorizar a beleza destas raparigas e o trabalho a que as obrigava. Só os homens poderiam ter uma presença de espírito tão obstinadamente direccionada para se quererem fazer passar por mulheres."

Por razões difíceis de explicar, não é comum associar Ames aos grandes nomes da tradição literária judaica, como Asimov, Bellow, Roth e outros. Porém, poucos livros como este descrevem com tanta subtileza o carácter escorregadio e as ambiguidades dessa tradição. Profundamente americano (no sentido em que identificamos Jerry Seinfeld como arquétipo), Ames calibra o discurso com secura e sabedoria: "Voltei à fotografia dele na bicicleta. Era perfeito. [...] Tentei olhar com profundidade para os belos olhos do rapaz da fotografia. A nossa idade não devia ser tão diferente quanto isso. Queria avisá-lo do que aí vinha e comecei a chorar. Chorava porque aquele rapaz não fazia ideia daquilo em que se ia tornar, que cinquenta anos mais tarde estaria a dormir num decrépito sofá no meio de um quarto pouco menos que imundo. Chorei pelo que acontecera à vida daquele jovem e chorei porque o velho em que esse jovem se tornou me tinha abandonado."

Ames é divertido sem ser pateta, irónico, mordaz, discretamente amargo, neurótico, culto mas não pedante. Parece contraditório, mas consegue ser tudo isto ao mesmo tempo. A dosagem homeopática ajuda. Como alguém disse, o entertainer nato.»

Eduardo Pitta, blogue Da Literatura, Janeiro de 2011