terça-feira, 31 de maio de 2011

Leituras para começar bem o verão

Junho marca a chegada da estação do calor, da praia, das férias grandes, do bronze e das leituras leves e cativantes. Finda a Feira do Livro de Lisboa e com a Feira do Livro do Porto a começar, a Contraponto aproveita o mote e apresenta os lançamentos deste mês para que possa começar o verão com a sua mala de praia bem equipada para umas boas tardes de dolce fare niente. Espreite aqui e descubra todas as nossas novidades de junho.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Feira do Livro do Porto 2011

Começa hoje a 81.ª edição da Feira do Livro do Porto, pelo que tal como fizemos para a Feira do Livro de Lisboa passaremos a divulgar, na coluna do lado direito do blogue, o Livro do Dia de cada dia da Feira.

Estejam atentos e boas compras!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Excerto de «A Evolução de Calpurnia Tate»

Nota: A partir de Junho, os livros da Contraponto passarão a adoptar o Novo Acordo Ortográfico.




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A ORIGEM DAS ESPÉCIES

Quando um jovem naturalista inicia o estudo de um grupo de organismos que desconhece por completo, começa por ficar demasiado perplexo para poder determinar quais as diferenças a considerar… pois nada sabe acerca da quantidade e do tipo de variação a que o grupo está sujeito…

POR VOLTA DE 1899, já sabíamos como lidar com a escuridão, mas não com o calor do Texas. Levantávamo-nos de madrugada, algumas horas antes do nascer do Sol, quando apenas se via uma mancha de índigo no céu oriental e o resto do horizonte era puro breu. Acendíamos os candeeiros a petróleo e transportávamo-los à nossa frente, no meio do negrume, como pequenos sóis minúsculos. Havia toda uma jornada de trabalho pela frente até ao meio -dia, altura em que o calor extremo nos obrigava a recolher ao nosso casarão, com as portadas todas fechadas, e a ficarmos deitados nos nossos quartos, às escuras, como vítimas transpiradas. O remédio habitual da mãe, de borrifar os lençóis com uma água-de-colónia refrescante, durava apenas um minuto. Às três da tarde, quando já estava na altura de nos levantarmos outra vez, a temperatura era ainda insuportável.
O calor era uma tragédia para todos os habitantes de Fentress, mas as mulheres sofriam muito mais, por causa dos espartilhos e dos saiotes. (Eu ainda era demasiado jovem para usar essa forma de tortura exclusivamente feminina.) Davam folga aos espartilhos e passavam o tempo todo a suspirar, amaldiçoando o calor e também os maridos por as terem arrastado até ao condado de Caldwell para plantarem algodão e hectares de nogueiras-pecãs. A mãe desistia temporariamente dos seus postiços, uma franja falsa de cabelo frisado e um enrodilhado de crina de cavalo, plataformas sobre as quais edificava diariamente uma montanha elaborada do seu próprio cabelo. Nesses dias, quando não tínhamos visitas, chegava mesmo a enfiar a cabeça debaixo da torneira que havia na cozinha, enquanto a Viola, a nossa cozinheira com um quarto de sangue negro, ia bombeando a água com a manivela. Não nos era permitido dar a menor gargalhada perante tão assombroso espetáculo. Enquanto a mãe ia perdendo gradualmente a sua dignidade por causa do calor, fomos descobrindo (a exemplo do pai) que mais valia afastarmo-nos do seu caminho.
O meu nome é Calpurnia Virginia Tate, mas, nesses tempos idos, toda a gente me tratava por Callie Vee. Nesse verão, tinha onze anos e era a única rapariga de sete irmãos. Conseguem imaginar pior do que isto? Estava encaixada entre três irmãos mais velhos – Harry, Sam Houston e Lamar – e três irmãos mais novos – Travis, Sul Ross e o benjamim, Jim Bowie, mais conhecido por J. B. Os mais pequenos ainda conseguiam dormir à hora do almoço, por vezes amontoados em cima uns dos outros como cachorros molhados exalando vapor. Os homens que chegavam dos campos, bem como o meu pai vindo do seu escritório na oficina de descaroçamento, também passavam pelas brasas, não sem antes se refrescarem com alguns baldes de água tépida retirada do poço, no alpendre que fazia de dormitório. Depois caíam nas suas camas de rede como que derrubados por um machado de guerra.
Sim, o calor era uma tragédia, mas também me dava liberdade. Enquanto o resto da família dormitava, esgueirava-me secretamente até às margens do rio San Marcos, onde podia gozar de um interlúdio diário sem escola, sem as pestes dos meus irmãos e sem a minha mãe por perto. Não tinha propriamente autorização para o fazer, mas também ninguém mo proibia. Pude prosseguir com estas escapadelas porque tinha um quarto só para mim no fundo do corredor, ao passo que os meus irmãos eram forçados a partilhar o deles. Caso contrário, teriam logo dado com a língua nos dentes. Tanto quanto me era dado a observar, essa era a única vantagem de ser uma rapariga no meio de tantos irmãos.
A nossa casa estava separada do rio por uma parcela de dois hectares em forma de lua crescente, coberta por uma vegetação densa e espontânea. Ter -me -ia sido tremendamente difícil atravessar toda a zona, não fosse o pequeno trilho aberto pelos habituais clientes do rio – cães, veados, irmãos – por entre as perigosas plantas que se erguiam à minha altura, plantas essas que largavam umas sementes espinhosas que ficavam agarradas ao cabelo e ao bibe sempre que me encolhia para tentar passar. Quando chegava ao rio, despia a roupa e ficava só em camisa; punha-me a flutuar de costas com os meus movimentos a provocarem ligeiras ondulações na corrente suave, apreciando a frescura da água a fluir à minha volta. Eu era uma nuvem de rio revirando ao de leve nos remoinhos. Olhava para cima, para as teias tecidas pelas lagartas na luxuriante cobertura de carvalhos vergados sobre o rio. Os insetos pareciam refletir a minha imagem, flutuando nos seus invólucros de gaze sob o pálido céu azul-turquesa.
Nesse verão, todos os homens menos o meu avô, Walter Tate, cortaram o cabelo à escovinha e raparam a barba e os bigodes farfalhudos. Pareciam tão nus como salamandras cegas durante os poucos dias que levámos a ultrapassar o choque de ver os seus queixos pálidos e frágeis. Estranhamente, o avô não parecia sofrer com o calor, mesmo com a sua barba branca tombando-lhe sobre o peito. Dizia que era por ser um homem de hábitos regulares e moderados, que nunca bebia uísque antes do almoço. O seu velho fraque malcheiroso já estava inexoravelmente fora de moda, mas nem pensar em desfazer-se dele. Apesar das constantes esfregadelas com benzina levadas a cabo pela nossa criada SanJuanna, o casaco nunca perdia o seu cheiro a mofo, bem como a sua cor estranha, algures entre o preto e o verde.
O avô vivia connosco debaixo do mesmo teto, mas movia-se como uma sombra. Desde há muito que delegara a gestão do negócio da família ao seu único filho, o meu pai, Alfred Tate, e passava os dias envolvido em «experiências» no seu «laboratório». O laboratório era composto por um velho barracão em tempos usado para acomodar os escravos. Quando não estava no laboratório, estava a apanhar espécimes ou embrenhado nos seus livros bafientos num canto escuro da biblioteca, sem que ninguém se atrevesse a perturbá-lo.»
A Evolução de Calpurnia Tate

Excerto de «Desculpa, Mas Quero Casar Contigo»

Para ler aqui.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Conspiração 365 - Críticas

Com o volume de «Maio» acabadinho de sair, aqui fica a crítica ao volume «Abril».

Crítica de Leitor: «Rubi - O Amor Atravessa Todos os Tempos»


«Rubi - O Amor Atravessa Todos os Tempos é um livro virado para o público juvenil mas que pode ser lido por um público mais adulto. A sua escrita, simples, fluída e fácil de seguir é maravilhosa para o público alvo do livro e torna-se um livro agradável para passar umas divertidas horas para o público mais velho. As personagens, divertidas e por vezes irónicas fazem-nos rir e as relações familiares retratadas no livro fazem-nos lembrar das nossas relações familiares.

Um bom livro para relaxar e que nos desperta a curiosidade para o próximo volume, que não irei perder!»
Blogue Bloco de Devaneios

Passatempo «Federico Moccia» - Vencedor

É com muito prazer que anunciamos a vencedora do passatempo «Federico Moccia»!


Daniela Martins de Barros Pinto Brito


Frase: «Da primeira vez, o tempo passou a correr: da segunda, fomos apenas um momento; da terceira, tive medo e quis ser livre; da quarta vez, fugiste tu, e prometeste nunca mais voltar. Foi desta. Cinco vezes que nos juntámos ao longo de 10 anos, sempre na expectativa de nos encontrarmos em momentos da vida semelhantes. E agora sim, à quinta tentativa, sabemos que é a última e é contigo que eu quero casar. Pode ser?»



Muitos parabéns, Daniela! Receberá em casa o novo livro de Federico Moccia, Desculpa, Mas Quero Casar Contigo.
 
Para os que não ganharam, outras oportunidades virão!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

The Lost Thing (Trailer), de Shaun Tan

O trailer do filme com que Shaun Tan, autor de Contos dos Subúrbios, ganhou o Óscar de Melhor Curta-metragem de Animação.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Passatempo para românticos

Já recebemos muitas frases dos nossos Leitores, com pedidos de casamento tão românticos que julgamos que ninguém resistiria a dizer "Sim"! E estamos à espera de mais! Para quem quer habilitar-se a ganhar um exemplar do novo livro do autor best-seller italiano Federico Moccia, Desculpa, Mas Quero Casar Contigo, é participar com uma bonita declaração de amor e um pedido de casamento. Temos a certeza de que no fundo, no fundo, já imaginou como o faria se tivesse coragem e a oportunidade se presenteasse. Ficamos a aguardar a sua participação!

Ver aqui as condições do passatempo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Imprensa: «Contos dos Subúrbios»


«Um autor único, inclassificável, e que merece
toda a nossa atenção.»
TimeOut


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Passatempo «Federico Moccia»

Habilite-se a ganhar o novo livro de Federico Moccia, Desculpa, Mas Quero Casar Contigo. Para isso propomos aos nossos leitores um desafio: o de fazer, num pequeno parágrafo, um pedido de casamento ao seu mais-que-tudo (se não tiver uma cara-metade a quem deseje pedir em casamento, faça de conta que tem). O que conta aqui é a imaginação. O pedido de casamento que for mais romântico e original ganha o prémio.


Comece já a puxar pela imaginação e pelo seu lado mais romântico e boa sorte!

Condições do passatempo:
1. As frases deverão ser enviadas para o e-mail: passatp.contraponto@sapo.pt , com o nome do passatempo no Assunto, bem como o nome completo e morada, para a qual o prémio deverá ser enviado;

2. O prazo deste passatempo termina a 15 de Maio, inclusive;

3. O vencedor será anunciado terça-feira, dia 17 de Maio;

4. Será enviado um e-mail ao vencedor a confirmar a atribuição do prémio;

5. Só serão aceites participações de pessoas residentes em Portugal Continental e Ilhas;

6. Só é aceite uma participação por pessoa;

7. O júri é composto por elementos da Editora;

8. A Editora reserva-se o direito de não atribuir prémio, caso o júri não considere que qualquer das frases submetidas seja minimamente original;

9. A Editora não se responsabiliza por extravios dos CTT, moradas incorrectas ou envios não reclamados.

Livros para todos os gostos

Neste mês de Maio, Federico Moccia regressa às livrarias portuguesas com Desculpa, Mas Quero Casar Contigo. Neste livro, o autor best-seller italiano continua a história de Alex e Niki iniciada em Desculpa, Mas Vou Chamar-te Amor. Com um estilo inconfundível e perfeito para as leituras de Verão, Federico Moccia explora neste livro as diferentes dimensões do amor numa história que irá cativar certamente muitos leitores.

De regresso está também Raymond Chandler, um dos maiores escritores de literatura policial, com A Dama do Lago, onde o detective Philip Marlowe parte para um lago sombrio nas montanhas, no encalço de um misterioso assassino.
A Contraponto reedita a trilogia O Jardim, de Nora Roberts, anteriormente lançada pela chancela Quinto Selo, começando este mês com A Dália Azul.
E como não podia deixar de ser, a corrida de Callum Ormond continua, imparável, com Conspiração 365 – Maio. Veja aqui em pormenor todas as novidades para este mês.